sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Natá tá se achegano
quero vê ocê sirrino
pá recebê cum aligria
o mai lindo dos minino
que na terra já nasceu...

Ele É o fii de Deus
qui entre nóis quis nascê
pá trazê pá nói a vida
qui nunca vai perecer

Ele só qué nosso Amô
e nossas boas ação
só qué nói fazeno o bem
pá todo e quaqué irmão

o mai mió dos presente
qui nói pode lhe ofertá
é o nosso coração
cheim de Amô pá dá.

Zufirina


Daqui a uns pocos dia

Nóis tudo vai celebrá

Cum munta paz e aligria

De Jesuis Cristo o Natá

E pra prepará a festa

É priciso por primero

O coração prepará.

Nesse dumingo o advento

Vai está iniciano

É o tempo que anticede

Do Natá de Jesuis Cristo,

A grande celebração

E ao cuntraro do cumércio

Que só pensa em vender

O que o Advento pede

É pá nóis se converter.

Converter que sinifica

Mudá de bom pra mió

E o que num tá indo bem

Num dexá ficá pió

Ser uma pessoa de paz

Pela justicia lutá

E de bondade e Amor

Aligria e compaixão

Fazê o seu coração

Todo dia transbordá.

Intonce, filiz advento

Um beijo e inté o Natá!

Zufirina, 2009


Fui passiá pelas Zindias
e quano de lá vortei
fui correno pá internet
mai quem disse queu entrei?
Misquici a tá da senha
i né que num me alembrei?

Tentei nome im portugueis
lingua queu falo munto bem
tentei das Zindia palavra
inté da China tentei
Mai da danada da senha
eu nunca qui mi alembrei.

Ai eu fiquei pensano
qui coisa mais compricada
se a gente sisquece a senha
tudo fica atravancado
inté inxerga as pessoa
mai num se manda recado.

Mai dessa vez iscrivi
a tá da senha num canto
onde todo mundo vê
Ai um cumpade amigo
me alertô pro pirigo
qui eu pudia corrê.

"Já pensô se alguém pubrica
coisa ruim cum ocê
ou coisa ruim pros seus zamigo
dizeno qui foi você?
ou se botam um retrato
indecente cum a cumade?
Num quero tá aqui pra vê!"

Eita mundo véi perdido
É munta contradissão...
Só num posso misquecê
da Senha que dá pá vê
o meu e o seu corassão!!!
Essa...eu num misqueço não. Garanto!

Zufirina


Me assentei na varanda
E me pus a ispiá
O céu cheiim de istrela
E os anjim a brincá
Cum a lua pratiada
Que tocava uma toada
Pras istrela animá.

Fiquei ali assentada
Sem ver o tempo correr
Sem me apreocupá
Com quarqué coisa que fosse
Que num fosse olhá pru céu
Então peguei um papel
E me pus a iscrivinhá.

A mais primeira palavra
Que no papé iscrivi
Foi a palavra: Aligria
Era o que eu mai sintia
Olhando aquele isprendor
Inquanto que lá do céu
Num pedacim de papel
Um anjo iscrivinhou:

Zufirina nunca isqueça
Que nadinha nessa vida
Deve lhe amulengar
Tirano sua aligria
Num se intregue a tirania
De quem só sabe jugá
sem fazê aos zotro bem
Sem a si mermo e a ninguém
ter amor e respeitar.

Fiquei ali matutano
Pensano meus pensamento
Se hovesse mais sintimento
No coração das pessoa
tudo era diferente
Poi então minha gente
Vamo logo começá
Puxe ai uma cadeira
Vamo pro céu ispiar
E a primera palavra
No papé a iscrevê
Vai ser a palavra Amar!

Zufirina, 2009

Eu tenho cumigo um sonhe
vê todo mundo filiz
fazeno o que sempre quiz
sem conta dá a ninguém
Ninguém vai fazê o mal
só vamo ispaiá o bem

Ninguém vai sincomodá
cum a vida das pessoa
vamo vivê numa boa
ispaiando a aligria
o amô, a poesia
a paiz e a libeldade
e tomem a lealdade
que pá paiz pudê reiná

Vamo respeitá os zoto
mermo os mai diferente
vamo sê o qui nói é:
Gente, simpresmente...gente!

Tá bom assim?
Bejo no curassão!!!

Zufirina